Pesquisadores desenvolvem processos que utilizam carvões ativados para a remoção de sais e limpeza de poluentes orgânicos
Edição Nº 90 - Janeiro/Fevereiro de 2018 - Ano XVI
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Pesquisadores desenvolvem processos que utilizam carvões ativados para a remoção de sais e limpeza de poluentes orgânicos




Carvões ativados de polímeros condutores de alta performance para diferentes aplicações é a patente de invenção desenvolvida no Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pelos pesquisadores Rafael Linzmeyer Zornitta e Luís Augusto Martins Ruotolo. A tecnologia, depositada pela Agência de Inovação da Universidade no primeiro semestre deste ano, é fruto de uma pesquisa de doutorado que conta com o auxílio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 
A patente se refere ao desenvolvimento de processos que utilizam carvões ativados para a remoção de sais e limpeza de poluentes orgânicos através da eletrossorção e adsorção, respectivamente - reduzindo a quantidade destes componentes na água e retendo-os em sua superfície. Isso acontece porque, com a variação dos agentes dopantes no precursor, é possível obter carvões ativados com valores elevados de área superficial, condutividade e volumes de poros. Com o invento, essas propriedades podem ser moduladas de acordo com a aplicação desejada.
Embora imperceptível, o carvão ativado é um material presente em objetos que fazem parte do dia a dia das pessoas - como o filtro das torneiras domésticas e sistemas de desodorização - e possui diversas aplicações industriais. O Brasil já apresenta processos de adsorção para a remoção de moléculas orgânicas e sais para uso em tratamento de água e efluentes, além de armazenamento de energia. Entretanto, como a remoção acontece na superfície do material, é necessária uma elevada área superficial.
Assim, o diferencial dessa tecnologia é, justamente, a eficiência na remoção de íons e compostos orgânicos devido à sua área elevada, que demanda uma pequena quantidade de material, possibilitando sua aplicação em ações como tratamento de água, tratamento de efluentes industriais (para remoção de metais pesados e compostos orgânicos), para dessalinização de água (para obtenção de água potável) e até mesmo para aplicações em dispositivos como supercapacitores e baterias, os quais são cada vez mais objeto de pesquisa e desenvolvimento devido à necessidade de sua utilização em carros elétricos que demandam um material com grande capacidade de armazenamento de energia.
A ideia da patente surgiu quando Luís Ruotolo trouxe dos Estad ...


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