Avaliação da eficiência dos processos de centrifugação e filtração para aplicação em tratamento de resíduo catalítico
Edição Nº 92 - Maio/Junho de 2018 - Ano XVII
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Avaliação da eficiência dos processos de centrifugação e filtração para aplicação em tratamento de resíduo catalítico



por Cristiane de Souza Battisti e Dr. Luciano Peske Ceron
Os sistemas de separação entre sólido e líquido estão presentes nas mais variadas esferas de aplicação. Desde os primórdios da civilização materiais porosos como panos e rochas foram usados como filtros de caráter doméstico.
Um processo de filtragem se caracteriza basicamente pela separação de uma mistura heterogenia (misturas sólido-líquido ou sólido-gás) com utilização de uma barreira porosa que retém maior parte dos sólidos (SPARKS e CHASE, 2015). No processo de centrifugação uma suspensão gira em altas velocidades no interior de um recipiente cilíndrico. O movimento circular promove a movimentação das partículas em direção às paredes do recipiente, onde se depositam e podem ser coletadas.
Na esfera industrial, muitas tecnologias são aplicadas em processos de separação de misturas heterogenias. Os objetivos variam desde a purificação de sólidos até tratamento de efluentes industriais. Empresas que trabalham neste segmento investem continuamente em aprimorar essas tecnologias, desenvolvendo equipamentos e materiais, a fim de atender as necessidades da indústria (RUBIM, 2014).
Destaca-se para processo de filtração a importância da escolha do elemento filtrante. Fatores como a sua capacidade de retenção de partículas e a perda de permeabilidade do meio durante a utilização são cruciais para determinar a vida útil do material escolhido e analisar a viabilidade econômica desta aplicação (WAKEMAN, 2007). O desempenho do meio filtrante depende das propriedades do material escolhido (SPARKS e CHASE, 2015) e da interação deste com o fluido a ser filtrado.
Na indústria química e petroquímica os processos de separação sólido-fluido normalmente são uma opção viável para tratamento de emissões atmosféricas e de efluentes. No Pólo Petroquímico de Triunfo, que em 2012 completou 30 anos de operação (COFIP RS COMITE DO FOMENTO INDUSTRIAL DO POLO, 2012a), os estudos para melhoria dos processos, com foco em produtividade, segurança e sustentabilidade, são amplamente incentivados.
No sentido de tratamento de resíduos, as empresas que compõem o Pólo Petroquímico mantêm, de forma integrada e em parceria com a CORSAN (Companhia Riograndense de Saneamento), o SICECORS - Sistema Centralizado de Controle de Resíduos Sólidos. Este recebe, mantém, trata e destina os resíduos sólidos industriais gerados no complexo industrial (COFIP RS COMITE DO FOMENTO INDUSTRIAL DO POLO, 2012b).
Atualmente um resíduo gerado no processo de desativação catalítica de uma da ...


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