Editorial
Edição Nº 93 - Julho/Agosto de 2018 - Ano XVII
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Editorial



Fake news: a importância de filtrar as notícias 
Um dos temas mais comentados atualmente tem sido a grande disseminação de fake news, notícias falsas, situação que tem mobilizado inclusive a atenção do governo federal, dada a influência desse tipo de ação em nosso dia a dia e o possível impacto nas futuras eleições presidenciais.
Engana-se quem pensa que esse é um problema moderno. Antigos historiadores e pensadores como Virgílio – poeta romano que nasceu em 70 a.C. e morreu em 19 a.C - já alertavam para os danos causados por informações mentirosas: “o rumor é a mais veloz das pragas malignas”, do livro Eneida, famosa obra literária que narra as façanhas de Enéas.
A divulgação de notícias falsas tem objetivos diversos: difamar pessoas, ocasionar ganho ou perda de credibilidade, influenciar eleições, opinião pública, alterar o valor de empresas e ações. Nos dias atuais são utilizadas também para ganhar seguidores, views, disseminar vírus e conseguir acesso a informações sigilosas, como senhas e dados bancários.
Um dos principais fatores que faz com que as fake news tenham relevância cada vez maior é o próprio avanço das comunicações, que ganharam impulso com o crescimento da internet, das redes sociais e mensageiros instantâneos como o WhatsApp e similares. Na era em que a informação está a um clique de distância, é muito fácil compartilhar notícias falsas e boatos que ganham repercussão com grande velocidade em grupos de amigos, familiares, blogs e afins.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD TIC 2016, divulgados pelo IBGE em 2018, apontam que o celular é o principal meio utilizado por 94,6% das pessoas para acesso a internet no Brasil, sendo a principal finalidade a troca de mensagens de texto, voz ou imagens por  94,2% .
Muitos exemplos puderam ser vistos durante a greve dos caminhoneiros que recentemente impactou o país: notícias de saques eram acompanhadas por fotos e vídeos de situações ocorridas há anos em outros países, divulgadas como se fossem no Brasil. Pretensos membros das forças armadas surgiram apregoando a intervenção militar, os quais foram desmentidos pelos próprios militares na ativa, pois muitos apareceram com fardas falsas em cenários montados para enganar as pessoas, simulando estar em quartéis. Falsos líderes de movimentos sociais alardeavam o caos e chamavam as pessoas para mobilizações. Por isso é  importante que as pessoas evitem compartilhar qualquer info ...


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