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JAC Motors assume fábrica que era da HPE em Goiás

Data:19/12/2017

Após muitos percalços, companhia promete investir R$ 200 milhões para produzir ali em 2019


GIOVANNA RIATO, AB


T40 é o primeiro modelo com montagem confirmada na planta de Itumbiara (GO)

Oito anos. Este será o intervalo entre o dia em que a JAC Motors anunciou que instalaria fábrica no Brasil, em 2011, até a data em que produção deve de fato começar, no fim de 2019. Ao menos esta é a expectativa atual. Depois de muitos percalços a empresa confirmou na segunda-feira, 18, que vai aplicar R$ 200 milhões para montar dois modelos em Goiás, o T40 e provavelmente o futuro T50, em operação que contará com 820 funcionários. 

Enquanto a empresa aponta que o município que abrigará a operação ainda não foi definido, comunicado do Governo do Estado é mais específico e indica que a JAC Motors assumirá a fábrica que era da HPE em Itumbiara. A unidade foi construída para a montagem de modelos Suzuki, mas as linhas de produção acabaram transferidas para Catalão (GO), na mesma planta em que são feitos modelos Mitsubishi. Com isso, a unidade ficou completamente esvaziada. 

O plano da JAC Motors é iniciar a operação em até dois anos, tempo que seria necessário para planejar a montagem, comprar as máquinas e equipamentos necessários, treinar profissionais e, enfim, fazer os testes e começar a produção. O plano é construir os veículos a partir de kits CKD importados da China. Ainda assim, a empresa promete cumprir oito etapas fabris já no começo da operação ao realizar processos como a montagem de sistemas elétricos, de direção de freios e de eixos.

EFEITO INOVAR-AUTO 

Com capacidade para fazer 35 mil carros por ano, a operação se enquadraria na categoria de baixo volume de produção do Inovar-Auto, a mesma usada pelas marcas premium BMW, Audi e Jaguar Land Rover, com menor exigência de localização de componentes. O plano inicial da marca, anunciado em 2011, era aplicar no Brasil R$ 1 bilhão para construir fábrica em Camaçari (BA) com potencial para fazer 100 mil unidades. A planta seria inaugurada em 2014 e a companhia chegou até a fazer uma cerimônia para marcar o início da construção da unidade com o simbólico enterro de uma unidade do J3 sob o solo da região.

A solenidade não trouxe boa sorte e a JAC Motors do Brasilteve seus planos abalados por uma série de acontecimentos desde então. Primeiro desmanchou a sociedade com a matriz chinesa, com quem compartilharia o investimento da planta. Depois sofreu com a queda drástica do mercado brasileiro. Por fim, foi impactada com o Inovar-Auto, que passou a limitar as importações de carros. Assim, a empresa mudou de ideia sobre o plano e reagendou o início da produção uma série de vezes, com a proeza de nunca atender um prazo até agora. 

Com o volume de vendas despencando e uma série de concessionárias fechadas, a JAC Motors chegou a ser suspensa do Inovar-Auto por descumprir seus compromissos. Em 2016, no entanto, a empresa fez as pazes com o governo ao justificar o fracasso em instalar a fábrica baiana e apresentar o plano de construir uma planta de baixo volume de produção. “Procuramos por muito tempo a possibilidade de manter a operação na Bahia, mas não deu certo e achamos essa possibilidade em Goiás”, conta Eduardo Pincigher, assessor de comunicação da empresa.

Agora, mesmo com o fim do Inovar-Auto em dezembro deste ano, aparentemente a empresa precisará honrar o seu acerto com o governo brasileiro. Além disso, Sergio Habib, presidente da marca no Brasil, garante que a operação será necessária para atender ao crescimento esperado das vendas, que devem chegar a 8 mil carros em 2018. “Nós jamais deixamos de trabalhar para a implantação de nossa fábrica no Brasil”, diz. Segundo ele, a empresa vai usufruir do fim das cotas para importar veículos no ano que vem. “Voltaremos a vender em 2018 o que tivermos competência para vender, não aquilo que a lei impõe como limite”, diz.


Fonte:  www.automotivebusiness.com.br

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