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Anfavea revisa exportações e espera volume igual a 2017

Data:10/7/2018

Incertezas sobre demandas de Argentina e México reduzem expectativa para o ano 

SUELI REIS, AB


Diferente do que vinha sendo observado mês a mês e após atingir volume recorde no ano passado, as exportações de veículos arrefeceram no fechamento do primeiro semestre: com 379 mil unidades, o volume representou crescimento de apenas 0,5% sobre o de mesmo período de 2017. Com isso, a Anfavea revisou suas projeções e foi radical ao eliminar a previsão de crescimento para as exportações, limitando-se apenas a apostar na estabilidade. 

Em janeiro, em sua primeira previsão para 2018, a entidade previu que os volumes superariam os do ano passado em 4,5% com 800 mil unidades, sendo 758 mil leves e 42,2 mil pesados. Agora, as montadoras esperam enviar para fora do País as mesmas 766 mil unidades feitas em 2017, das quais 729 mil automóveis e comerciais leves e 37,3 mil caminhões e ônibus. 

Os dados da Anfavea referente ao primeiro semestre indicam que a venda para outros mercados diminuiu em função das incertezas e dificuldades enfrentadas pelos dois principais mercados consumidores de veículos brasileiros: Argentina e México.

“Começamos a ver alguns problemas nestes dois que são os nossos principais mercados de exportação: a Argentina vinha em um ritmo mais forte e diminuiu com os problemas referentes ao câmbio e à taxa de juros, enquanto o México ainda encontra dificuldades somada agora com as eleições que ocorreram no país”, explica o presidente da Anfavea, Antonio Megale.


De acordo com o balanço do setor apresentado à imprensa na sexta-feira, 6, a demanda menor de exportações está no segmento de veículos leves: o volume exportado ao longo dos seis primeiros meses de 2018 é apenas 0,2% maior que o de mesmo período do ano passado. Nos pesados, os embarques subiram um pouco mais: 5,1% para 14,3 mil caminhões e 15,1% para 4,7 mil chassis de ônibus.

“Na primeira previsão, ia passar das 800 mil unidades, mas olhando os pedidos vindos da Argentina e México, vamos ficar mais ou menos no nível do ano passado, em torno do recorde de 766 mil, o que não é ruim”, enfatiza o presidente da Anfavea.

Ele reforça que ainda assim os resultados do semestre são positivos. “Não dá para reclamar, porque ainda estamos acima do recorde que foi o ano passado”, recorda. Ele indica ainda que as exportações acumuladas nos seis primeiros meses do ano também já superaram a média para o período dos últimos 10 anos, que é de 240,8 mil unidades.

Em valores, as exportações cresceram 11,5% no semestre ao somar US$ 8,64 bilhões no período. “Se conseguir repetir [o resultado de 2017], vai chegar aos US$ 15 bi ou US$ 16 bilhões”, indica. No ano passado, as exportações em valores atingiram os US$ 15,8 bilhões.



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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