Publicidade
MEIO FILTRANTE - Vale atinge lucro líquido recorrente em R$ 7,6 bilhões no 2T18

Esta notícia já foi visualizada 383 vezes.

Vale atinge lucro líquido recorrente em R$ 7,6 bilhões no 2T18

Data:27/7/2018

R$ 1,3 bilhão acima do lucro líquido recorrente no primeiro trimestre de 2018, que somou R$ 5,8 bilhões. O Ebitda ajustado totalizou R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre, aumento de 36% ante o período anterior.

A mineradora brasileira vale divulgou no dia 25 de julho (quarta-feira), os seus resultados do segundo trimestre de 2018, onde mostra que atingiu outro forte desempenho financeiro no período, com um ebitda ajustado de R$ 14,2 bilhões, ficando R$ 1,3 bilhão acima do primeiro trimestre de 2018, e superando os desafios de preços mais baixos e interrupções de fornecimento no Brasil.

Recordes de produção e vendas — tiveram um forte desempenho no segundo trimestre de 2018, lidando proativamente com as dificuldades impostas pela greve nacional de caminhoneiros no Brasil, alcançando recordes para um segundo trimestre na produção de minério de ferro (96,8 Mt) e vendas1 (86,5Mt).

Os destaques financeiros foram para o lucro líquido recorrente melhorou de R$ 5,8 bilhões no primeiro trimestre de 2018 para R$ 7,6 bilhões no segundo trimestre de 2018.

O guidance de investimentos para 2018 foi revisado para US$ 3,6 bilhões. Os investimentos atingiram US$ 705 milhões no segundo trimestre de 2018, constituindo o menor nível para um segundo trimestre nos últimos 13 anos e consistente com a menor execução de capex planejada para o segundo trimestre de 2018.

Prêmio de qualidade — o crescimento contínuo nos prêmios de qualidade nos últimos trimestres levou a recordes em finos de minério de ferro (US$ 7,1/t) e produtos de níquel Classe I (US$ 1.430/t) no segundo trimestre de 2018, como resultado da otimização ativa de nossa cadeia de suprimentos flexível e do nosso portfólio de produtos premium.



— Estou satisfeito porque vários dos principais aspectos de nossa estratégia foram destacados no último trimestre. Mostramos um progresso significativo em previsibilidade, flexibilidade, gerenciamento de custos, disciplina na alocação de capital e diversificação por meio de nossos próprios ativos — comentou o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, sobre os resultados do segundo trimestre de 2018,

Custos — 48 novos navios com frete US$ 5/t mais baixo: alcançamos um marco importante na implementação de nossa estratégia de compensar os efeitos de nossa posição geográfica sobre as tarifas de frete ao concluir as negociações de contratos de afretamento de longo prazo com diferentes armadores. Estes armadores pretendem empregar aproximadamente 47 novos Very Large Ore Carriers e um novo Valemax, todos equipados com depuradores, cobrindo aproximadamente 62 Mtpa da nossa necessidade de transporte. As tarifas médias de frete destes novos contratos são cerca de US$ 5/t inferiores ao nosso custo médio atual de frete.

Custos de minério de ferro — Gerenciamos os desafios de um trimestre complexo e entregamos um custo caixa C1 em dólar, em linha com o primeiro trimestre de 2018. O custo caixa C12 da Vale deverá cair para uma média notadamente inferior a US$ 13,0/t no segundo semestre de 2018, beneficiando-se da competitividade dos volumes crescentes de S11D, dos custos sazonalmente mais baixos e da maior produção.

Competitividade do minério de ferro e pelotas — A mineradora alcançou outro marco quebrando a barreira de US$ 30/t do nosso Ebitda breakeven de finos de minério de ferro e pelotas no segundo trimestre de 2018, que totalizou US$ 28,8/dmt como resultado de uma melhor realização de preço e melhor desempenho de pelotas.

Alocação de capital — Recompra: estamos anunciando um programa de recompra de ações no valor de US$ 1 bilhão, a ser executado no período de um ano, pois acreditamos que este é um dos melhores investimentos para o nosso excesso de caixa, trabalhando para tornar a Vale a mineradora global que gera mais valor para os seus acionistas.

Dividendo — A nova política de dividendos da Vale é o começo de uma nova era para os acionistas da Vale. Em consonância, estamos anunciando US$ 2,054 bilhões de remuneração aos acionistas a serem pagos em setembro de 2018, o que significa a maior remuneração de um semestre desde 2014.

Alto retorno do investimento — O projeto de expansão da mina subterrânea de Voisey´s Bay foi transformado em um investimento de alto retorno através da transação de stream do cobalto. A transação assegura uma parcela significativa do capex total necessário para o projeto, mantendo 40% da exposição futura de cobalto na mina. Estamos comprometidos a otimizar margens e a manter a opcionalidade para o cenário de maior demanda por níquel.

Endividamento — A dívida líquida foi reduzida para US$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2018, o menor patamar desde o segundo trimestre de 2011, aproximando-se da nossa meta, suportada pelo maior fluxo de caixa livre de um segundo trimestre em dez anos, no valor de US$ 3,1 bilhões no segundo trimestre de 2018. A dívida líquida foi reduzida em quase US$ 11 bilhões nos últimos 12 meses.

Diversificação — A Vale afirma que está comprometida a diversificar sua geração de caixa, otimizando seus próprios ativos. No segundo trimestre de 2018, o Ebitda de Metais Básicos da Vale representou 20% do Ebitda da companhia, ancorado em maiores volumes de níquel, cobre e subprodutos e nos maiores prêmios realizados de níquel.



— Estamos próximos de atingir a nossa meta de dívida líquida e já podemos perceber os benefícios de um menor endividamento em nossa avaliação de crédito, com a recente elevação de nossa classificação de risco pela Moody´s, e também sobre nossas despesas com nossos juros brutos, que foram reduzidas em 30%, passando de cerca de US$ 900 milhões no primeiro semestre de 2017 para US$ 630 milhões no primeiro semestre de 2018 — destacou o CFO da Vale, Luciano Siani Pires.



— De acordo com nosso posicionamento abrangente de produtos de alta qualidade no negócio de minério de ferro, estamos progressivamente implementando nossa estratégia de diferenciação, e simultaneamente, continuando a perseguir a abordagem de valor sobre volume na otimização de margens. O prêmio de qualidade no preço realizado da Vale atingiu um recorde de US$ 7,1/t no segundo trimestre de 2018, mostrando que a Vale está bem posicionada para se beneficiar da tendência estrutural de "flight to quality". Isso não apenas valoriza o alto teor de ferro da Vale, mas também os baixos níveis de impurezas como, por exemplo, alumina e fósforo, como visto nos prêmios realizados do Brazilian Blend Fines — comentou o O diretor-executivo de Minerais Ferrosos e Carvão, Peter Poppinga.

Minerais Ferrosos — O segmento de Minerais Ferrosos atingiu outro excelente resultado no segundo trimestre de 2018, com um Ebitda ajustado de R$ 11,7 bilhões no segundo trimestre de 2018, devido a maiores volumes e melhores prêmios, refletindo: (a) os esforços de marketing da Vale para posicionar seu portfólio de produtos premium; (b) a flexibilidade das operações; (c) o gerenciamento ativo da cadeia de valor; (d) a participação de produtos premium no total de vendas; (e) prêmios mais fortes de mercado.

A Vale vem reduzindo o seu time-to-market à medida que aumenta sua capilaridade através dos centros de distribuição mais próximos dos clientes finais na Ásia, o que também resulta em um efeito colateral positivo de melhorar a previsibilidade de seus resultados, reduzindo os ajustes de preço relativos a variações do preço do índice de referência do mercado, devido à diminuição da participação do mecanismo de preços provisórios.


— Estamos comprometidos a otimizar a nossa estratégia de níquel, que abrange muito mais do que apenas o aumento geral de preços. Estamos buscando oportunidades de maior valor para nossos produtos Classe I e Classe II Battery-suitable, bem como manter uma disciplina na produção para atender dinamicamente a demanda do mercado e maximizar margem — comentou o diretor-executivo de Metais Básicos, Eduardo Bartolomeo.

Metais Básicos — O Ebitda ajustado totalizou R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre de 2018, representando um aumento de 36% em relação ao primeiro trimestre de 2018, principalmente devido aos maiores preços realizados de níquel e cobre, maiores volumes de níquel e cobre e maior volume de subprodutos, parcialmente compensados por maiores custos.

Lucro líquido recorrente — A Vale (controladora) é uma empresa brasileira cuja moeda funcional é o real (BRL), entretanto, a Vale é uma empresa multinacional exportadora estando exposta a diversas moedas como: dólar americano (USD), dólar canadense (CAD) e euro (EUR). Devido a estes efeitos, o lucro líquido da Vale é altamente impactado por flutuações cambiais que produzem um efeito contábil, ou seja, não-caixa no resultado da companhia. Por isso, o lucro líquido recorrente, que exclui os efeitos não-caixa, é uma métrica que reflete de forma mais adequada o desempenho da Vale.

No segundo trimestre de 2018, o BRL se depreciou 16,0% em relação ao USD, gerando, portanto, um efeito contábil negativo não-caixa reduzindo o lucro líquido da Vale em R$ 7,3 bilhões.

Investimentos — Os Investimentos atingiram o menor nível para um segundo trimestre desde 2005, totalizando US$ 705 milhões no segundo trimestre de 2018, sendo compostos por US$ 205 milhões em execução de projetos e US$ 500 milhões na manutenção das operações.

A transação de streaming de cobalto anunciada em junho permitiu o desenvolvimento do projeto de expansão subterrânea da mina de Voisey´s Bay (VBME), sendo o primeiro anúncio de investimento significativo da Vale nos últimos anos. O projeto VBME substituirá a produção existente da mina de Voisey´s Bay, sendo registrado como um investimento corrente para o propósito da Política de Remuneração ao Acionista.

O guidance de investimentos foi reduzido para US$ 3,6 bilhões em 2018, beneficiando-se da desvalorização do real frente ao dólar.

Execução de projetos — Os investimentos em execução de projetos totalizaram US$ 205 milhões no segundo trimestre de 2018, representando uma redução de US$ 156 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2018, devido à compra de material rodante no primeiro trimestre de 2018, prevista no orçamento da Vale.

O projeto S11D — incluindo mina, usina e logística associada - CLN S11D — alcançou 96% de avanço físico consolidado no segundo trimestre de 2018, sendo composto pela conclusão da mina e 94% de avanço na logística.

A duplicação da ferrovia alcançou 89% de avanço físico com 558 Km de ferrovia duplicados. E junto com o ramp-up bem-sucedido do projeto da mina e planta do S11D, os volumes de produção do segundo trimestre de 2018 alcançaram um recorde de produção de minério de ferro para um segundo semestre.

Vale assegura frete marítimo de longo-prazo competitivo — A Vale concluiu a negociação de contratos de afretamento de longo prazo com diferentes armadores, que têm a intenção de empregar aproximadamente 47 novos Very Large Ore Carriers (VLOCs) de 325.000 dwt e um novo Valemax (400.000 dwt) para executar os volumes contratados.

Armadores contratados pela Vale planejam construir novas embarcações na China, Coréia do Sul e Japão, com entrega estimada para entre 2019 e 2023. As embarcações serão equipadas com motores similares aos que estão sendo atualmente utilizados na segunda geração de Valemax, significativamente mais eficientes em termos de consumo de combustível.

Adicionalmente, as condições recentes no mercado de construção de navios levaram a preços competitivos para as embarcações e, consequentemente, menores custos de frete. Com a combinação destes efeitos, o frete médio dos novos contratos são cerca de US$ 5,0/t menores que o custo médio de frete da Vale. Estes novos contratos também estabelecem que os embarques devem ser realizados por embarcações compatíveis com Gás Natural Liquefeito (GNL), equipados com depuradores, garantindo opcionalidade adicional na adequação a futuras regulações.

Os novos contratos de VLOCs de 325,000 dwt permitirão à Vale ampliar a flexibilidade de suas operações, enquanto garantem economias de escala. Considerando que a Vale já obteve volumes contratados equivalentes a 67 Valemaxes, o foco passou agora à otimização do portfólio de frete, com contratos a serem cumpridos por embarcações ligeiramente menores, com maior flexibilidade para atracarem em menores berços, nos portos da Vale e no exterior.

Os volumes contratados nos novos acordos cobrirão aproximadamente 62 Mt de capacidade de transporte anual e representam um importante feito para cobrir, com taxas competitivas, a crescente necessidade de transporte de minério de ferro da Vale.

Os novos contratos de afretamento são consistentes com o foco da Vale em competitividade, assegurando um custo de frete competitivo e mitigando o impacto geográfico em nosso custo de produto entregue na China, de maneira segura e eficiente.

Responsabilidade social corporativa — Os investimentos em responsabilidade social corporativa totalizaram US$ 136 milhões no segundo trimestre de 2018, dos quais US$ 111 milhões foram destinados à proteção e conservação ambiental e US$ 25 milhões destinados a projetos sociais.

Sustentabilidade é um dos pilares estratégicos da Vale. Em julho de 2018, a Vale aprovou uma nova estrutura organizacional de sustentabilidade desenvolvida para melhorar a abordagem e os resultados desta política. Com uma nova governança e uma equipe dedicada de sustentabilidade, recursos, inovação e foco estratégico, a Vale está posicionada para se tornar referência em sustentabilidade até 2023.

A Vale está focada em: (a) forte gestão de riscos; (b) efetivo impacto ambiental, social e de direitos humanos na gestão de suas operações; (c) inovação; (d) investimento estratégico ambiental e social voluntário alinhado ao Sustainable Development Goals; (e) políticas públicas por meio de parcerias intersetoriais que serão priorizadas pelo nível de impacto.

Os principais objetivos da estratégia de sustentabilidade da Vale são: . Reduzir as emissões de carbono em 5% até 2020. Além disso, será definido um novo desafio pós-2020: . Recuperar aproximadamente 1.500 hectares de áreas degradadas em 2018.

. Definir uma nova meta de utilização de recursos hídricos, que consiste na redução global de nova captação de água até 2030.

. Dobrar a renda média de aproximadamente 350 empreendedores locais em 2018.

. Melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação no Brasil nas regiões em que a Vale atua.

. Reduzir a mortalidade infantil e as doenças transmitidas pela água e aumentar o acesso à saúde básica nas comunidades onde a Vale atua. Em 2018, o foco é em 350 famílias e 30 unidades básicas de saúde.

. Contribuir para o desenvolvimento da situação socioeconômica e trabalhar para melhorar os reassentamentos realizados em Moçambique.

Gestão de portfólio — Em maio de 2018, a Vale concluiu e recebeu o caixa referente à venda de sua subsidiária integral Vale Cubatão Fertilizantes Ltda no valor de US$ 255 milhões.

Em junho de 2018, a Vale concluiu as transações para a venda de um stream relacionado ao subproduto de cobalto da mina de Voisey’s Bay, destravando o projeto de expansão subterrânea da mina com o recebimento de pagamento antecipado de US$ 690 milhões.



Fonte: www.revistafatorbrasil.com.br

Comentários desta notícia

Publicidade