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Entre no biofuturo: conheça os vencedores do Prêmio Brasil Bioeconomia 2018

Data:27/7/2018

Embrapa Agroenergia, Integra Bioprocessos e Raízen foram as ganhadoras do Prêmio Brasil Bioeconomia 2018. As soluções apresentadas pelas empresas foram escolhidas pela comissão julgadora como exemplos inovadores para acelerar a consolidação da bioeconomia avançada brasileira. A premiação aconteceu nesta quinta-feira, 26/07, na Casa Bisutti, em São Paulo. O evento reuniu mais de 200 representantes da indústria e do governo, além de pesquisadores, imprensa e formadores de opinião.

Segundo o presidente da realizadora do Prêmio, a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Bernardo Silva, a bioeconomia avançada é o caminho para encararmos os principais desafios da humanidade. Entre eles, destacamos os relacionados à erradicação da pobreza, à segurança alimentar, à saúde e às mudanças climáticas. “Estamos felizes pelo altíssimo nível das mais de 30 soluções apresentadas e ainda mais satisfeitos em anunciar os ganhadores. Tratam-se de projetos inovadores que estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, comemora Bernardo. ODS são metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para o cumprimento de uma agenda de desenvolvimento sustentável até 2030.

Os vencedores do Prêmio Brasil Bioeconomia 2018
Prêmio Brasil Bioeconomia 2018
Da esquerda para a direita, os representantes da Integra Bioprocessos, ABBI, Raízen e Embrapa

Ideia: Embrapa Agroenergia

Dentre os homenageados, o projeto da Embrapa Agroenergia – Bioprocesso para produção de ácido xilônico a partir de hidrolisados de biomassa lignocelulósica – foi o premiado na categoria Ideia. Segundo João Ricardo M. Almeida, coordenador técnico do projeto e chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, a iniciativa tem como objetivo agregar valor a resíduos agroindustriais. Isso seria feiro por meio do aproveitamento do açúcar xilose presente em biomassas – como no bagaço de cana-de-açúcar.

“Empregando ferramentas de biotecnologia, desenvolvemos uma levedura que transforma xilose em ácido xilônico, composto empregado na indústria química e alimentícia. Com isso, agregamos valor a resíduos de biomassa, reduzindo impactos ambientais e desenvolvendo uma indústria mais sustentável”, explica Almeida. Ainda segundo o pesquisador, o prêmio representa reconhecimento e incentivo à biotecnologia no Brasil. “É gratificante saber que estamos no caminho certo; estamos orgulhosos do nosso trabalho”, completa.

Start-ups & Scale-ups: Integra bioprocessos
Já na categoria Start-ups & Scale-ups, a solução proposta pela Integra Bioprocessos foi a premiada. O projeto da start-up de biotecnologia utiliza o principal resíduo da indústria de biodiesel para produção de um bioplástico, o Poliácido Lático. A proposta, que está alinhada ao conceito de economia circular, não deixa resíduos e reduz os impactos no meio ambiente.

“Atualmente, temos milhares de toneladas de plástico depositadas nos oceanos. A tecnologia que desenvolvemos resulta na produção de um bioplástico que pode ser degradado em menos de um mês. O plástico comum, em comparação, pode levar mais de 1.000 anos para se decompor”, afirma Nádia Skorupa Parachin, Sócia Co-Fundadora da Integra Bioprocessos. Segundo ela, a empresa de biotecnologia foi fundada com a convicção de que bioeconomia se consolidaria no Brasil como uma maneira de reduzir impactos no meio ambiente e otimizar recursos naturais. “Esse prêmio nos mostra que nossa aposta valeu a pena; é um prazer e uma honra recebê-lo”, finaliza.

Empresas-âncora: Raízen
O projeto “Produção industrial de etanol segunda geração a partir de xilose”, desenvolvido pela Raízen, foi o escolhido na categoria Empresas-âncora. A iniciativa propõe a utilização integral dos açúcares presentes no bagaço da cana-de-açúcar. Com isso, é possível aumentar a produtividade de etanol por área plantada em torno de 35%. O projeto também contribui para a diversificação e absorção de mão de obra altamente especializada em um setor tradicional do agronegócio, com geração de novos empregos, contribuição para o fortalecimento da economia e benefício direto para a sociedade.

“Nosso objetivo é contribuir de forma significativa para que o setor agrícola e sucroenergético brasileiro assuma uma posição de protagonismo tecnológico no mundo. Vivemos um movimento de migração para geração de energia a partir de fontes renováveis, como a biomassa. O Brasil e a Raízen estão no centro desse esforço para enfrentar os desafios que se apresentam nos próximos anos, apostando em ferramentas de biotecnologia e tendo a inovação como fio condutor desse processo”, explica Raphaella Gomes, Head da Raízen Ventures.

Fórum Bioeconomia Brasil 2018: celebrando o pensamento de vanguarda
Forum Brasil BioeconomiaA premiação encerrou o Fórum Bioeconomia Brasil 2018, evento que teve a presença de diversas lideranças do setor. Palestrantes como o CEO da DSM, Maurício Adade, o Head de Inovação em Tecnologias Renováveis da Braskem, Mateus Lopes, e o Head de Desenvolvimento de Negócios de Biorrefinaria da Novozymes, Victor Uchoa, participaram da manhã de debates. Três principais temas foram abordados: “Construindo o Biofuturo”, “O Estado da Bioeconomia Avançada Brasileira” e o “Caso de Negócios da Biotecnologia Industrial”.

Essa foi a primeira edição do Fórum & Prêmio Brasil Bioeconomia 2018, que tem como objetivo incentivar o debate sobre a transição do atual modelo econômico para um mais inovador, inclusivo e sustentável. O evento foi patrocinado pela Amyris, Braskem, DSM e Novozymes, empresas que já trabalham com ferramentas da bioeconomia avançada no desenvolvimento de produtos que nos ajudam a entrar no Biofuturo, e teve apoio do CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia.

Mas afinal, o que é bioeconomia avançada?
É um modelo econômico de base biológica que implica no uso de recursos renováveis, no conhecimento avançado de genes e processos celulares complexos e na integração de aplicações da biotecnologia.


Fonte: www.cib.org.br

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