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Vendas de veículos superam expectativas e Anfavea revisa projeções para cima

Data:5/10/2018

Antonio Megale, presidente da Anfavea, divulga novas projeções do mercado à imprensa

Entidade se iguala à Fenabrave e também espera crescimento dos emplacamentos para 2018 

SUELI REIS, AB


O bom desempenho das vendas de veículos consolidado em setembro superou as expectativas do setor e, assim como a Fenabrave, entidade representante das concessionárias e que pela quarta vez revisou sua previsão para 2018, também levou a Anfavea a revisar suas projeções para o ano. Após analisar diversos fatores e as tendências para o último trimestre, a associação dos fabricantes agora aposta em vendas 13% maiores neste ano na comparação com o resultado de 2017, para um volume de 2,54 milhões de unidades, considerando a soma de veículos leves e pesados, conforme sua nova previsão divulgada na quinta-feira, 4.



Com isso, o volume de veículos leves deverá atingir as 2,46 milhões de unidades, o que se confirmado, representará um aumento de 13,1% sobre o ano passado. Nos pesados, o volume esperado agora está em 86 mil, alta de 35%, o maior crescimento entre os segmentos previsto para o período.

Vale lembrar que em sua previsão anterior, a Anfavea apostava em um crescimento de 11,7% com um volume estimado em 2,50 milhões de veículos, na soma de leves e pesados. Os leves cresceriam 11,3%, para 2,42 milhões de automóveis e comerciais leves, enquanto os emplacamentos de pesados avançariam 24,7%, para 79,5 mil caminhões e ônibus.

“As vendas acumuladas do ano têm apresentado uma trajetória bastante interessante e isso trouxe a necessidade de ajuste [na projeção]”, disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante a divulgação do balanço do setor em reunião com a imprensa em São Paulo.

O executivo citou motivos bem conhecidos e que historicamente influenciam o mercado, seja de forma positiva ou negativamente. Entre eles, citou a inadimplência de pessoas físicas, que está em 3,4% para o setor de veículos, um índice bastante baixo se comparado com outros segmentos da economia. O controle da inflação e a expectativa de mantê-la no centro da meta também beneficia o mercado, ao mesmo tempo em que a baixa taxa de juros, com uma Selic em 6,5%, diminui o custo do crédito. Por conta disso, Megale afirma que há uma maior oferta de crédito pelo sistema financeiro sendo observada nos últimos meses e isso ocorre não apenas nos bancos de montadoras, mas também de forma intensa nos bancos de varejo.

“São fatores que nos levaram a ter uma visão mais otimista do mercado do que a que tínhamos antes”, completou.

Ainda de acordo com o presidente da Anfavea, a nova projeção para o mercado de veículos é independente do cenário político. Para ele, as eleições não deverão impactar de forma consistente os resultados do setor esperados para o ano.

“É uma projeção totalmente técnica que não considera o resultado das eleições. Independentemente de quem seja eleito, mantemos nossa previsão. Para fazê-la, olhamos as médias de vendas, as tendências de emplacamentos e percebemos que há esse descolamento da economia com a política, onde há maior decorrência de incertezas. Já no cenário macroeconômico, vemos índices mais consolidados, como uma inflação sob controle e uma taxa de juros baixa, além da inadimplência também em baixa, o que ajudou a elevar o apetite dos bancos em conceder crédito nos últimos meses”, disse o presidente da Anfavea.


O DESEMPENHO DO MERCADO

De janeiro a setembro, o volume de vendas de veículos cresceu 14% sobre o resultado de igual acumulado do ano passado, passando de 1,62 milhão para 1,84 milhão de unidades, considerando leves e pesados. Na avaliação isolada de setembro, os licenciamentos subiram 7,1% sobre mesmo mês de 2017, ao atingir as 213,3 mil unidades. Contudo, na comparação com agosto, houve queda de 14,2%. O presidente da Anfavea explica que esta era uma queda esperada pelo menor número de dias úteis de setembro, que foi de 19, quatro a menos do que agosto, com 23 dias.

“Se em setembro tivéssemos esses quatro dias úteis a mais, teria um número de emplacamento muito maior”, disse. 

Megale também comemorou a média diária de vendas, que cresceram para 11,2 mil unidades por dia útil, o melhor volume diário registrado desde janeiro de 2015. “Isso mostra que o mercado vem com um crescimento gradual e indiferente à volatilidade política que vemos no País.”




Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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